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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

20/11: Dia da Memória Trans - conheça personagens trans das HQs! (parte 1)

Loki
O Dia Internacional da Memória Transgênera ocorre todos os anos a 20 de novembro.

Este dia é dedicado à memória de todos aqueles que faleceram vítimas de violência transfóbica ou preconceitual. Além de prestar homenagem aos falecidos trans (transexuais, transgêneros e travestis), este dia serve como uma chamada de atenção para a violência sofrida na comunidade trans. Entre outras atividades, decorrem neste dia leituras dos nomes de pessoas falecidas durante o ano, procissões de velas, marchas, exibições de filmes, shows de arte, etc.

O primeiro Dia Internacional da Memória Transgênera teve lugar a 20 de novembro de 1998, por iniciativa da ativista trans Gwendolyn Ann Smith na internet, que quis homenagear a vida de Rita Hester, assassinada em Massachusetts no mesmo ano. Com o passar dos anos esta data foi ganhando relevo e destaque na sociedade. Em 2013, por exemplo, existiram 238 mortes por violência transfóbica por todo o mundo. O Brasil é o país onde se contam mais vítimas de transfobia.

(fonte)

2016: Europa confirma que Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo (e por anos seguidos).

Em 2016 o Brasil cometeu QUASE METADE dos homicídios registrados (123 de 295 casos), bem mais que o dobro do país em segundo lugar (México, com 52) e cinco vezes mais que o terceiro lugar (EUA, com 23).

Entre janeiro/2008 e setembro/2016, o Brasil matou 900 transgêneros, mais que o triplo do segundo lugar (México, com 271) e quase nove vezes o terceiro e quarto lugares (Colômbia, com 114, e Venezuela, com 110).

(fonte)

Diante disso, a comunidade não apenas trans, mas HUMANA não deve se calar; deve se levantar e declarar que todas as pessoas, trans ou não, são humanas e que merecem o mesmo respeito e os mesmos direitos!

Assim, o blog LGBT Comics presta uma homenagem às pessoas trans (transexuais, trangêneros e travestis) elencando alguns dos personagens em quadrinhos dessa distinta categoria (alguns já apareceram aqui no blog [confira na tag Transgênero/Travesti], enquanto os outros terão um post especial cada um futuramente):

Alysia Yeoh (DC Comics)
Antiga colega de quarto de Barbara Gordon (a Batgirl), trabalha num bar em Gotham City e pinta, considerando-se meio uma ativista. Ela é cética quanto aos projetos de renovação urbana de Bruce Wayne (Batman). Além de transexual, Alysia é também bissexual.

Aruna (DC Comics)
Aruna é uma super-heroína da Índia que nasceu na desprivilegiada casta dos dalits ("intocáveis"). Seus poderes de metamorfa se manifestaram quando ela era muito jovem. Devido a isso, os pais dela nunca tiveram certeza de seu verdadeiro gênero. Além disso, ela é uma exímia acrobata.

Cometa (DC Comics)
Andrea Martinez, também conhecida como Andrew Jones, é uma mulher bissexual que já foi apaixonada pela Supergirl (Linda Danvers) e atualmente está namorando a heroína Blithe. Ela tem a capacidade de se transformar em Cometa, um homem-cavalo (centauro) alado que tem o poder de gerar uma aura psiônica que estimula sentimentos de amor naqueles ao redor dele.

Coagula (DC Comics)
A ex-protituta Kate Godwin, super-heroína da Patrulha do Destino (Doom Patrol), tem o poder de solidificar líquidos e de liquefazer sólidos apenas com o toque, tirando disso o codinome Coagula.

Courier (Marvel)
O herói mutante Jacob "Jake" Gavin Jr. é amigo de Gambit dos X-Men que tem a habilidade de mudar de aparência (igual a Mística, mas despendendo muito mais esforço no processo). Durante uma missão em que se transformou em mulher a pedido de Gambit, Jake foi atacado pelo vilão Sr. Sinistro e não pôde mais reverter para o seu gênero original, mudando então o nome para Jacqueline "Jackie" Gavin. Em um dado momento, Jackie e Gambit se envolvem romanticamente.

Danny a Rua (DC Comics)
Danny é uma rua de verdade. Um trecho de estrada senciente e sapiente, possui diversos super poderes, sendo o mais notável o de teleportação. Danny é uma personalidade excepcionalmente extravagante. A despeito da maioria das ruas não terem gênero, Danny é masculino. Ele gosta de fazer cross-dressing, "vestindo-se" de "mulher": suas calçadas se alinham com várias lojas hiper-masculinas (como lojas de armamentos e de itens esportivos) que são decoradas com cortinas de renda cor-de-rosa e laços.

Demolidor (Marvel)
Em um determinado ponto, o Demolidor da Terra-1045 (ou seja, não é o Demolidor do "nosso" universo) foi submetido a uma operação que o fez mudar de sexo (eu só não entendi ainda se a mudança foi de homem para mulher ou de mulher para homem, pois não li a história). Ele apareceu na história Marvel Knights Millennial Visions (2001).

Doutora Veneno (DC Comics)
Uma das mais antigas e tradicionais inimigas da Mulher Maravilha, a Doutora Veneno não tem super poderes, mas possui incríveis habilidades como especialista no uso de venenos, toxinas e pragas. Acreditava-se que Doutora Veneno fosse um homem devido ao seu traje "drag king"; se esse pretexto era simplesmente uma necessidade de se destacar entre as autoridades masculinas dominantes do Eixo ou indicativo de alguma outra coisa é difícil de dizer a esta altura.

Loki (Marvel)
Assim como na mitologia nórdica, o super-vilão (e por vezes anti-herói) Loki Laufeyson é considerado bissexual, pansexual e transgênero, podendo até ser mãe quando no gênero feminino.

Lord Fanny (Vertigo)
A prostituta transexual brasileira Lord Fanny é uma feiticeira de poder considerável. Ela é integrante de Os Invisíveis, uma equipe de desajustados reunidos para a batalha contra alienígenas inter-dimensionais que escravizaram a maior parte da raça humana.

Calma, que ainda tem muito mais!

Vejam a continuação dessa matéria com mais uma dezena de personagens trans nas HQs aqui!

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