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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Anel da Liberdade

Anel da Liberdade (Freedom Ring no original, nome verdadeiro Curtis Doyle) é um personagem da Marvel Comics criado pelo escritor Robert Kirkman e o desenhista Andy Kuhn. Curtis apareceu pela primeira vez em Marvel Team-Up Vol 3 #20 (julho de 2006), tornando-se o Anel da Liberdade na edição seguinte. Ele apareceu em toda a história da série "Freedom Ring" pelas cinco edições. O personagem é retratado como um civil normal que se depara com um anel que lhe concede a capacidade de alterar a realidade.

Kirkman pretendia que Anel da Liberdade pudesse ser um exemplo de um super-herói que demonstra inexperiência com seus superpoderes, pois ele sentia que a maioria dos super-heróis rapidamente se ajusta a seus poderes, e ter uma carreira bem sucedida de super-herói não refletia a realidade. Quando perguntado por um fã sobre o número de super-heróis de quadrinhos visivelmente gays, o editor-chefe da Marvel Comics, Joe Quesada, também apresentou o Anel da Liberdade como principal herói gay da Marvel (será que ele não se lembrava na hora do Estrela Polar?). No entanto, na edição seguinte, o personagem foi morto, levando a controvérsia e acusações de homofobia de alguns revisores dos quadrinhos.

Curtis entre os
Vingadores caídos
Kirkman defendeu sua decisão de escrever como não tendo "nada além de boas intenções", destacando seu conceito original de "um herói inexperiente que iria ser espancado constantemente e provavelmente morrer", alegando que a sexualidade do Anel da Liberdade era meramente uma tentativa de simultaneamente escrever sobre um personagem masculino comum bem-modelado que por acaso é gay. Mais tarde, Kirkman admitiu que se arrependeu de matar Anel da Liberdade devido ao número relativamente limitado de personagens gays nos quadrinhos convencionais à época (10 anos atrás).

Curtis treinando com
seu amigo Crusader
Poderes e Habilidades

Curtis Doyle originalmente não tinha super poderes inerentes a ele. No entanto, o personagem toma posse de um anel forjado de um fragmento do Cubo Cósmico destruído que permite ao usuário alterar a realidade dentro de um raio de quase 5 metros ao seu redor, dando-lhe uma esfera de cerca de 9 metros da realidade que ele pode alterar (o Cubo Cósmico é um poderosíssimo objeto extraterrestre capaz de controlar matéria e energia de acordo com a vontade do seu usuário).

Após sua primeira tentativa como Anel da Liberdade, ele alterou sua fisiologia para se dar força, velocidade, resistência e durabilidade sobre-humanas.

Anel Cósmico

Moldado de um pedaço do Cubo Cósmico, o Anel Cósmico permite a Curtis deformar a realidade dentro de um raio limitado. Ele foi capaz de usar o anel para criar vários objetos, tais como sorvete e seu traje, alterar sua aparência, permiti-lo voar, conceder-se força e durabilidade sobre-humanas e usar o poder do anel para combater sua paralisia (ele ficou paraplégico logo em sua primeira luta, ferido pelo vilão Abominação), a fim de permitir que ele ande.

Robert Kirkman sobre o personagem

A morte de Curtis foi recebida com algumas reações negativas, incluindo acusações de homofobia de sites dedicados a quadrinhos LGBT como o Gay League e o Prism Comics, especificamente porque Joe Quesada elogiou o personagem como herói gay líder da Marvel Comics um mês antes da sua morte.

Robert Kirkman comentou sobre a polêmica, afirmando:

Curtis contra o Maníaco de Ferro
"Anel da Liberdade sempre foi planejado como um herói inexperiente que iria ser espancado constantemente e provavelmente morrer. Eu queria comentar sobre o fato de que a maioria dos super-heróis consegue seus poderes e fica tudo bem com isso... e não é assim como a vida funciona. Durante o trabalho nos quadrinhos, eu também notei que a maioria dos personagens gays... só fala sobre ser gay. Personagens héteros são personagens bem-modelados que gostam de garotas. Então eu queria fazer um personagem bem-modelado, que por acaso gosta de rapazes. Então eu decidi combinar as duas ideias. Em retrospectiva, matar um personagem gay não é bom quando há tão poucos deles... mas eu realmente tinha apenas a melhor das intenções em mente."

Curtis com o Homem-Aranha
Kirkman mais tarde confirmou sua opinião, afirmando:

"Francamente, com a PEQUENA quantidade de personagens gays nos quadrinhos em geral e quão infelizes as representações têm sido até agora, seja intencional ou não, eu entendo perfeitamente a reação sobre a morte de Anel da Liberdade, independentemente de minhas intenções. Se tivesse que fazer tudo de novo... eu não o mataria. Eu me arrependo mais conforme o tempo passa. Livrei-me de quê? 20% dos personagens gays da Marvel matando este ÚNICO personagem gay. Eu nunca levei essas coisas em consideração enquanto estava escrevendo."

Curtis lutava ao lado dos Vingadores contra o Maníaco de Ferro (Iron Maniac, o Homem de Ferro maligno de uma realidade alternativa), mas ele foi empalado pelo vilão e morto devido aos graves ferimentos.

Curtis recebeu um funeral pelos outros heróis. O seu Anel Cósmico foi herdado e possuído por seu amigo, o skrull Crusader, até a morte deste. O paradeiro atual do anel é desconhecido.
Curtis treinando com Crusader
Fontes: Wikipedia, Marvel Wikia e Comic Vine.

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