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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Um namorado para o Capitão América

Por que dar um namorado ao Capitão América faz sentido


Se há uma coisa com que sempre podemos contar com a internet é o fato de que qualquer tópico dado irá conduzir a uma ruptura entre pessoas com espaço mínimo para nuances. Uma das mais recentes controvérsias da web envolve a 'hashtag' #GiveCaptainAmericaABoyfriend, com muitos fãs da Marvel fazendo lobby para Steve Rogers representar a comunidade LGBT. As paixões têm queimado em ambos os lados do argumento, e estou aqui hoje para dizer uma coisa: dar ao Capitão América um namorado poderia dar um monte de sentido nesta fase do universo cinematográfico da Marvel.


Antes de eu levar este tópico adiante, preciso enfatizar o fato de que não estou ativamente fazendo campanha para a Marvel Studios fazer a versão cinematográfica de Steve Rogers gay. Na verdade, se a Marvel decidir introduzir um personagem gay, não sei se o Capitão teria um lugar na minha lista de potenciais candidatos. Dito isso, minha única intenção com isso aqui é explicar o fato de que um Capitão América gay é muito mais razoável do que alguns cantos da internet iriam te levar a acreditar.

Antes dos eventos de "Capitão América: Guerra Civil", mudar a identidade sexual do Capitão não teria feito nenhum sentido. No entanto, os momentos finais do filme permitem que Steve (Chris Evans) tome o centro das atenções, e sua carta a Tony Stark coloca ênfase em uma confissão profundamente pessoal para o Vingador estrelado (quem viu o filme saberá o conteúdo dessa carta; não direi aqui para não dar maiores spoilers). Entre algumas coisas que temos revelado sobre os pensamentos de Steve, também parece que a carta ostenta um momento comovente de auto-reflexão. Para Steve Rogers se sentir mais confortável em sua própria pele e abraçar seu status LGBT após os eventos de Guerra Civil certamente se leria como uma progressão natural e isso está firmemente enraizado em seu caráter. Arrancado de seus poderes super-heroicos, não está longe do lugar-comum dos vídeos It Gets Better que podemos encontrar no YouTube.

Isto faz mais sentido do que qualquer outro membro atual do roster de The Avengers. Não estamos dizendo que ele tem que se apaixonar por Bucky – apesar de que vários cantos do Tumblr discordariam – mas ele se assumir se encaixaria 100% com sua crescente aceitação de si mesmo como homem. Claro, ele teve envolvimentos românticos com mulheres no universo cinematográfico antes – particularmente dois membros da família Carter –, mas aparentemente todas as histórias de se assumir envolvem histórias semelhantes de exploração, experimentação e confusão. Por que o Capitão deveria ser diferente?

Steve passa seu escudo para Bucky
(eu neeeeem reparei nesse traseiro
redondinho dele... *baba*)
Há outra e mais ampla razão por que a Marvel Studios deve considerar fazer essa alteração: o universo cinematográfico da Marvel – e a maioria das franquias de ação equivalentes – realmente não apresentam quaisquer personagens gays de nota, e isso é algo que nem os Irmãos Russo (diretores de "Capitão América: Guerra Civil") procuraram mudar. Há um longo e apaixonado argumento sobre se deve ou não a diversidade pela diversidade ser uma coisa boa, mas o fato é que uma amostragem aleatória dos americanos provavelmente revelaria mais membros gays no público do que o número de personagens de todo o universo cinematográfico da Marvel. Todas as formas de diversidade provaram-se recursos de bilheteria nos últimos anos, particularmente no exterior, então a decisão da Marvel fazer isso poderia ser vista como sendo inteiramente pragmática.

Como já mencionei: acho que não necessariamente o Capitão representa o melhor personagem da franquia para fazer esse tipo de transição. Outros personagens existem cujas identidades sexuais são lousas bastante em branco. Personagens como Lady Sif, Loki ou até mesmo T'Challa tiveram pouco ou nenhum envolvimento romântico através da franquia, e como tal a Marvel poderia muito mais facilmente tomar essa decisão criativa com muito menos reação. No entanto, o estúdio ainda deve considerar fortemente este curso de ação para o próprio Capitão América, porque é uma decisão que eles poderiam firmemente integrar a história e eventos da longa franquia.

Se o Capitão América realmente representar o vermelho, branco e azul, então ele não pode representar sempre a mentalidade da geração da Grande Depressão. Os EUA mudaram desde a 2ª Guerra Mundial, e uma mudança dessa natureza para Steve Rogers poderia efetivamente personificar o quão distante os EUA avançaram desde a sua primeira publicação (em 1941). Precisamos disso agora, mais do que nunca.

Traduzido daqui.


"Você costumava enfiar jornal nos seus sapatos."
"Eu sei o quanto Bucky significa pra você..." (Viúva-Negra)
"Mas ele é meu amigo."

Sim, eu sou Stucky shipper!!!

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